e disse Pagodemos:
Há duas coisas que ninguém perdoa (todo mundo quando ele
falou isso já se preparou pra bater palma porque sabia que ia vim uma frase
bonita de bater palma), suas vitórias e seus fracassos, sugiro então, que daqui
em diante os senhores e as senhoras assumam o compromisso de não se deixar
abater por qualquer coisa que não surja de suas próprias consciências. bonito
isso né? (segurando o microfone com as duas mão e olhando pra platéia pra
todolado. rindo sozinho.) Seu Prestimoso bateu uma mão na outra, esperou um
segundo, bateu outra vez uma mão na outra e daí ele foi diminuindo o intervalo
da bateção e todo mundo bateu uma mão na outra junto com ele. um rapaz assobiou
alto no meu lado colocando os dois dedo
na boca. uma pessoa anônima qualquer encheu de ar uma camisinha (coisa de
borracha que serve pro homem não colocar larva na barriga da mulher e pra um
não passar doença pro outro) e jogou pra cima bem feliz. fiquei olhando a
camisinha cheia de ar e pedindo pra todo santo que eu conheço pra ela não
descer na minha cabeça pra eu não ter que jogar ela pra cima também e ficar
sorridente igual ficava todo mundo que jogava ela pra cima. aí eu acho que os
santo funcionaram e ela não veio pra mim. ela foi lá pra frente onde o
Pagodemos tava se sentindo muito lisonjeado com os aplauso (palavras dele). ele
riu da camisinha cheia de ar, pegou na mão e o Seu Prestimoso chamou o cara das
foto. o cara das foto foi lá e fotografou o Pagodemos com a camisinha cheia de
ar na mão. algum tempo depois eu vi essa foto num jornal que é onde eles
colocam coisa importante que todo mundo tem que saber. a foto enchia metade de
uma folha grande daquelas que tem o jornal. podia ser eu ali, eu pensei. aí eu
agradeci pros santo olhando aquela foto. é que tem que agradecer pra eles
funcionar sempre bem assim igual televisão nova.
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