sábado, 29 de setembro de 2012

relatório 18


nas minhas mão agora uma carta de um ex funcionário do Seu Prestimoso. não vou dizer o nome dele porque ele disse pra não dizer o nome dele. vou copiar a carta inteirinha aqui:

Caro futuro amigo,


 Muito me espantei ao ler o seu pequeno relatório sobre o abominável Seu Prestimoso. Quero que fique claro que não tenho nada contra sua pessoa, se é que posso chamá-lo assim, pois entendo perfeitamente a origem de tamanha ingenuidade.

Seres como Seu Prestimoso têm a sinistra habilidade de enganar até o mais experiente indivíduo com seu riso fácil, sua suposta amabilidade, seus olhos brilhantes , suas roupas discretas e bem passadas. Entenda então esta carta não como alguma espécie de reprimenda e sim como um alerta de quem muito sofreu nas mãos desses assassinos de amor próprio.

Fui escravo, sim, escravo do Seu Prestimoso por um longo ano, e foi durante este ano que aprendi o quanto devemos nos esforçar por fugir de quem nos prende justamente por aquele ponto fraco de todos: o medo do abandono, da pobreza, da indigência. Seu Prestimoso é uma das muitas mãos que fazem o mundo girar não na sua direção natural e divina, mas na direção do sanguinário progresso, da farsa que é a luta pela sobrevivência. Essas mãos é que estendem o prêmio ao "vencedor" e que apertam a corda no pescoço daqueles desfavorecidos por essa sociedade de religiosos materialistas que já os condena à escravidão desde o nascimento, escravidão ou morte. É triste, ah, como é triste falar isso, ainda mais quando sabe-se que é a mais pura realidade. Seu Prestimoso sabe exatamente como agir para ser obedecido e nunca questionado, a técnica é a mesma de sempre, desde os tempos imemoriáveis das cavernas, passando por impérios forjados pelo suor de marionetes humanas, até os dias de hoje, dias do bom mocismo controlador. O mundo é um berço confortável para Seus Prestimosos.

Não se deixe enganar por lobos em pele de cordeiros, eles fingem acariciar suavemente sua pele quando na verdade estão engolindo até a última gota do seu sangue.

Meu amigo, levante todos os seus escudos quando estiver em contato com esse Seu Prestimoso ou qualquer outro indivíduo dessa alcateia. Vigiai, vigiai sempre...

 Muito bem, meu recado está dado, o recado de um amigo. 

Agradeço pela atenção e peço desculpas pela extensão da carta. Espero que não leve a mal este alerta.

Atenciosamente,

 (aqui ta o nome dele)


eu li tudo e já fui pegando papel e caneta pra escrever de volta pro amigo aí. e a resposta foi essa ó:

ta desculpado cara, não foi nada não

témais

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

relatório 17


um burro pastando. o nome dele é Deixaivir. eu passava por ele tododia às quatro da tarde e ele pastando e olhando assim pros lado porque os burro, os cavalo e esses tipo de bicho sempre tão olhando pros lado eu acho. quando eu passava pelo mesmo lugar de noite o Deixaivir não tava mais lá. é que o dono dele saía cedinho de casa e deixava o Deixaivir naquele mesmo lugar até começar a escurecer o céu. daí quando escurecia ele ia buscar. só não sei pra que ele fazia isso. ele fazia isso tododia.
acontece que de uns dia pra cá o Deixaivir fica lá sempre. de manhã eu passo por lá e o Deixaivir ta lá. de tarde também e de noite a mesma coisa. ele ontem arrebentou a corda que deixava ele amarrado naquele lugar. amarrado pelo pescoço. nenhuma diferença. ele continua só comendo bem triste. às vezes ele para de comer (às vezes eu paro pra olhar ele) e fica só olhando com as orelhona de pé. acho que esperando o cara vir pegar ele. mas (eu não queria que ele soubesse disso e tomara que ele já não saiba, se souber tomara que não faça diferença pra ele) eu sei que o cara não vai mais voltar.  decerto o Deixaivir começou a incomodar as outras coisa que o cara queria fazer em vez de ficar levandobuscando, levandobuscando, tododia-tododia. o cara decerto conseguiu um emprego ou mudou de cidade ou os dois e o Deixaivir não conseguiu emprego nem passagem pra outra cidade. o Deixaivir de tanto que já ficou naquele lugar as pessoa que passam pensam que ele é um arbusto daqueles que ele come. elas nem olham mais. eu tenho pena dele.
sei que aquelas orelhona são antenas. disso eu tenho certeza. não sei se ele sabe de mim também, mas vai saber. a gente vai embora junto daqui. até dou um lado do fone de ouvido pra ele.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

relatório 16


era um parque no meio do nada. tinha até um laguinho lá. laguinho não. era grande. cabia até o reflexo inteiro do sol lá dentro. tinha macaco pra caramba também. bicho gente. pega uma ameixa igual uma criança que já tem idade pra pegar ameixa. e um gramado assim enorme. acho até que bem lá antigamente uns dinossauro pastavam ali igual vaca de tão grande que era o gramado. e os mato eram fechado mesmo. nem precisava ser aberto. então. era assim.
 aí um lá chegou de bermuda e abriu um lugar pra vender sorvete e cerveja. começou a falar pra todo mundo e as pessoa começaram a chegar principalmente no domingo (primeiro dia da semana só pra relembrar). aí o lago não conseguia mais refletir o sol inteiro porque o reflexo ficava todo cheio de roupa de banho colorida e boia em forma de chapéu. colocaram umas mesa pra comer assim pelos canto do gramadão e nem os macaco conseguiam caminhar ali de tanta gente que ia ali pegar sol nas costa nem sei porque.
abriram uns caminho no meio do mato fechado: tinha gente de cidade que gostava de andar ali. botaram churrasqueira que serve pra queimar carne de bicho morto (churrasco é a palavra) e uma mesa. os macaco que eu acho que não gostaram muito disso. todo mundo levava comida pra eles e dizia: vem pegar na minha mão sua coisinha que parece gente. e eles iam lá e todo mundo aplaudia eles e achavam que eles tavam gostando só que eles só queriam era comida fácil.
a parte boa é que não tem mais dinossauro que precisa comer por ali. se tivesse eles não teriam nem espaço, nem uma companhia muito boa.

domingo, 23 de setembro de 2012

relatório 15


tenho que contar isso. ta fazendo cócegas aqui, hehe.
é que ontem eu vi uma daquelas estrelas que ficam viajando por aí. arrastando uns fogo atrás delas.  eu vi uma dessas. passou assim pelo alto e (me pareceu) caiu na Terra, mas bem lonjão mesmo.
fiquei pensando se não foi um dos nossos que foi mandado aqui pra me buscar. se foi eu peço que me avisem rápido assim eu vou arrumando minhas coisa dentro de uma caixa de papelão pra viagem. tenho três retratos e uma pilha de relatórios e registros do que eu já pensei e fiz por aqui. eu calculo que pela distância  que caiu a estrela e se não aconteceu nenhum acidente mais grave, os caras vão conseguir me alcançar daqui uns seis anos terrestres, calculando em dias dá 2190, algassim. mas daí eu já vou reservando minha bagagem aqui num canto. tem um lugar aqui onde eu moro que a gente pode guardar essas coisas e ninguém mexe. um depósito. só to falando por falar. pode não ser nada também. eu que não sei onde eles caíram certinho senão eu já pegava minhas coisa e a gente se encontrava pelo caminho. ia ser bem mais rápido. ia ser uns três anos terrestres. se quiserem podem me dizer onde eles tão pra acelerar tudo. enquanto isso eu vou continuar com os relatórios. uma distração.
hoje o telefone tocou três vezes e não faz uma hora que eu abri o olho. pela minha experiência  a caixa de papelão é uma das melhores invenções deles, o telefone é com certeza a mais irritante até agora: o progresso aqui não para.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

relatório 14


um cachorro sempre corre atrás de mim quando eu passo pela rua dele. ele mija num canto e no outro e pronto, a rua é dele. os humano colocam placa ou cerca. colocam o nome deles num papel da prefeitura (lugar chato cheio de gente chata que cuida da cidade, alguma coisassim) que diz: fulano é dono de tal lugar que mede tantos metros – e assim vai.

se alguém toma o lugar que no tal papel diz que é outro dono pode acabar numa gaiola gigante cheia de roupa secando na sombra e de cidadãos exemplares que dão de pau no joelho e bala na cabeça. eles ganham dinheiro pra fazer isso.

o cachorro chega de não sei de onde correndo igual um doido que corre muito. falando auauauaua-uauauauaua-auaua: auau. dialeto deles que só eles entendem certinho mesmo. acho que é: sai da minha propriedade agora ou eu enfio meus dente na carne da tua perna. e olha que os dente dele são afiado mesmo. mais que os meu. eu saio assim sem olhar no olho. eu li num lugar que eles ficam mais brabo se olhar no olho. até que não é diferente de alguns humano nisso. ele corre atrás de mim e-xa-ta-men-te até o mijo dele. já sei até onde começa e termina o lugar dele.

eu prefiro o método dos cachorro pra marcar o meu lugar. já tentei mas não funciona. um monte de gente invade assim mesmo e eu não vou meter meus dente em ninguém.

eles cheiram a carne podre.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

relatório 13


três refeições a cada dia é o certo. eles dormem e acordam e já vão pra primeira. é o que eles chamam de café da manhã. quase todos eles tomam uma xícara de café (é um estimulante, pra acordar mesmo, o que eu não entendo porque o meu maior estimulante é lembrar que mais tarde eu vou dormir) e um pedaço de pão (um troço pra comer que se faz no forno, tipo uma massa, sei lá) daí pode colocar mais um monte de coisa, uns nome tipo margarina, presunto, queijo e tudo, não vou explicar isso aí. depois tem o intervalo em que eles fazem só coisa besta. aí vem o almoço que é no meio do dia. o almoço tem bem mais coisa. tem carne de bicho, planta, ovo, arroz e feijão (que também são planta, parece). também dá pra colocar mais um monte de coisa. uns molho e tudo. depois intervalo com um monte de coisa besta e vem a janta. sobra do café da manhã, do almoço ou dos dois. às vezes eles fazem outro tipo de coisa pra janta. e tem uns que pedem comida da rua, de lugar que vende comida, pode ser pro almoço ou pra janta, tem gente que faz isso até no café da manhã, pra vê como é que é né. outros gostam mais de ir lá nesses lugar pra comer lá sentado nas cadeira deles. depois da janta tem mais coisa besta até todo mundo dormir pra esperar pelo café da manhã de novo.

sábado, 15 de setembro de 2012

relatório 12


o Seu Prestimoso é assim. muita gente chama ele de Honesto, Trabalhador e Bom Homem. tudo isso pode ser o nome do Seu Prestimoso. ele sempre agradece por ter chegado até aqui. té ensina a fazer igual. dia desses ele chamou um pessoal de filmagem pra acertar os valores (palavras dele) pra gravarem uma palestra motivacional que ele vai dar na empresa dele. ele pede com muita educação pros funcionário tudo assistir e aplaudir quando a mulher dele levantar o polegar atrás da câmera. se não aplaudir o RH vai ficar de portas abertas pra conversar individualmente sobre o futuro de cada um na empresa. essa motivação funcionou, todos eles disseram que vão aplaudir e até deram a ideia de dar um abraço coletivo no Seu Prestimoso no final da palestra. tem gente também que deu dica de trilha sonora presse final aí. 
bem bonito ver todo mundo motivado assim. esse Seu Prestimoso sabe mesmo como fazer as coisa. sorte minha que tem um monte igual ele por aqui.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

relatório 11


eu tava bem pequeno. recém nesse corpo. tinha uns sete anos que eu tinha ele. daí eu tava na escola, lá onde eles falam, falam, falam pra gente decorar coisas e tudo e aprender a viver, como eles dizem. eu tava na escola e começaram a dizer que eu gostava duma fêmea lá com a mesma idade que eu. e eu fiquei com vergonha. eu não gostava dela. daí eu falei que não gostava dela e eles começaram a rir mais. eu fiquei bem vermelho: quando o sangue sobe até a cabeça a gente fica vermelho. não sei assim certo quanto de sangue precisa pra ficar vermelho. mas eu fiquei bem vermelho e comecei a chorar porque eles riram de mim. a fêmea nem falava nada.
no outro dia era o meu aniversário. aniversário é quando completa um ano a mais, 365 dias, não sei quantas horas, que a gente tem esse corpo. isso acontece até a gente morrer. eles comemoram o aniversário cantando e comendo e recebendo coisas pra usar, pode ser qualquer coisa, meia, cueca, vaso de flor, bicicleta, qualquer coisa. ta. daí eles me chamaram no meu aniversário pra ficar na frente da turma com quem eu aprendia a viver, como eles dizem, pra cantar "parabééns praa vo-cêê ". eu fui lá e eles começaram a cantar e eu não sabia o que fazer. coloquei as mão assim pra trás porque não sabia o que fazer com elas também. eles cantando e cantando. eu fiquei todo vermelho de novo e todo mundo parou de cantar e um lá de trás disse: óóó, ta vermeelhoo!!! eu fiquei mais vermelho e a professora tava no lado rindo também. todo mundo começou a rir e eu escorreguei não sei como e caí de bunda no chão. eles riram mais. eu chorei não sei direito por qual dos motivos. só abri a boca e berrei forte de verdade e escorria água do olho e isso tudo. a professora me levantou, abraçou e disse: ahhh, ficou emocionado. me colocou sentado no meu lugar e depois eu não lembro mais. ainda bem. mas eu lembro que não achei legal ficar emocionado.
e é assim que eles ensinam a viver.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

relatório 10


choveu e todo mundo foi pra dentro pra baixo das coisa. teve uns que pegaram e estenderam uma proteção assim em cima da cabeça e ficaram andando por aí com aquilo em cima da cabeça. teve uns que fizeram cara de dor de pressa e ficaram correndo indo praquele lugar, aquele que sódeusabe e ficaram correndo mesmo tudo molhado já, como se tivesse mais alguma coisa pra molhar.
é esquisito porque eles correm da chuva, chegam em casa e vão pra baixo de um aparelho que faz água, eles vão pra baixo desse aparelho e começam a se molhar. tudo pelado. o problema pelo que eu vi então e fiquei pensando nisso é as roupa. eles não gostam de molhar roupa. não sei. ela seca, a roupa. coloca no sol ou na sombra ou deixa ali que demora mais mas seca. isso que a maioria (e esses que correm da chuva tão aqui dentro da maioria) tem uma caixa de madeira gigante cheia de roupa. é roupa e roupa e roupa. pra ver o horror que eles têm da chuva. molhou: troca. e tem que ter a reserva da reserva da reserva ali pronta pra emergência. é que a chuva não avisa sempre que vai cair e tem um cara dentro da tevê ou uma moça, um deles, não sei. tem essa pessoa lá dentro que serve pra avisar se vai chover ou não, pra ficar tudo preparado sabe? mas a chuva nem sempre acha que eles tão certo.
aí já viu o desespero, né.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

relatório 09


a privada ou vaso sanitário ou latrina também, é uma cadeira com um buracão no meio. ali a gente caga e mija. quando a gente caga é a comida que sai do corpo, quando mija é a água que sai e todos os líquidos também. a privada ou vaso sanitário ou latrina também, fica no banheiro, que é um lugar que as pessoas usam pra fazer o que as outras pessoas não podem ver mesmo com todo mundo sabendo o que é.
então, escrevi tudo isso aí pra dizer que hoje eu tava no banheiro sentado no vaso (pros íntimos) aí eu pensava e começava a me preocupar com uma coisa dessas que todo mundo se preocupa, eu tava preocupado e preocupado com sei lá o que sem importância. daí eu fui levantar, já tinha me limpado e tudo. fui levantar do vaso e senti uma fisgada bem no peito. tentei levantar de novo e senti de novo. fiquei assim sentado olhando pro papel sujo ali no lado dentro dum baldinho ali e vi meu rosto humano ali na mancha marrom, meu rosto humano sem antenas.
lembrei que eu vou morrer também. talvez na próxima vez que tentar me levantar.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

relatório 08


tem várias ruas por aqui que eu gosto de andar nelas. eu gosto dumas que são bem reta, bem vazia, bem grande. aí vou pro começo dela e começo a andar bem devagar e pensar um monte.
eu penso em como é estranho se reunir em volta de uma mesa pra comer em tal horário, mesmo se não tiver fome tem que pelo menos sentar e ficar ali, pra não fazer feio. e de noite que é quando eu gosto de andar só eu indo pra nenhum lugar todo mundo só sai mesmo pra ir pralgum lugar ou pra encontrar as outras pessoas e rir com elas e ficar todo mundo ali junto.
e eu penso também que eu tenho que ir num lugar que eu não quero ir daqui um mês, que eu tenho todo dia que fazer coisa que eu não quero fazer. eu sinto até vontade de vomitar só de pensar. daí eu me sinto mais perto deles e mais preso no chão.
quando o céu ta estrelado (com outros mundo e coisas do espaço aparecendo em forma de pontinhos brilhantes no céu escuro) eu costumo pensar: ora, se cada estrela for um mundo e se em todo mundo tiver gente fazendo um monte de coisa eu sou só mais um se achando o único. só mais um por aí achando que essas coisas que eu não gosto são enormes de grandes. sei lá, eu me sinto melhor assim.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

relatório 07


tem uma invenção que serve pra gravar no papel a cara da gente assim as coisa que tão acontecendo, é uma maquininha e tem várias delas de vários tamanhos. tem umas que têm um monte de botão. tem outras que têm um botão só. todas elas fazem a mesma coisa. uma pessoa fica com ela na mão e as outras fazem pose, se abraçam, fazem o que quiser. daí a pessoa que ta com a maquininha na mão aponta ela pros outros e aperta o botãozinho e às vezes sai uma luz forte, outras vezes não, às vezes dá até barulho quando aperta o botão. e depois disso, pronto. as pessoa tão ali dentro abraçadas ou fazendo qualquer coisa que elas tavam fazendo quando o botão foi apertado, pra sempre. dá pra colocar ela dentro de um quadrado e deixar parada ali, eles acham bonito. passam olhando aquilo ali, eles gostam. quando alguém morre de verdade, não morre dentro da imagem. fica rindo pra sempre, ou sério mesmo, ou fazendo isso ou aquilo. tem gente que faz a mesma coisa com objeto também ou com umas cena bonita que a gente vê e que passa rapidão. daí se fizer isso dá pra ficar vendo pra sempre.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

relatório 06


acho que eu já disse que tem ano, mês, semana, dia, hora e assim vai. a semana é dividida em sete dia e os dia em vinte e quatro horas. ta bom é assim por que disseram que é assim e deu. e cada dia da semana tem um nome. tem segunda, que tem esse nome por que é o segundo dia da semana. então já que é o segundo eu vou começar pelo primeiro dia que é domingo. tem domingo que a maioria não trabalha, uns ficam em casa dormindo e comendo assim com cara de sono. daí vem segunda. que é quando todo mundo trabalha e é quando adulto lembra que é adulto pra ganhar dinheiro e criança lembra que é criança e tem que estudar pra depois ganhar dinheiro. segunda todo mundo caminha bem bonito na rua. e vem terça que é o terceiro dia (!!!!). terça é meio nula mas existe lá no meio e todo mundo acha ótimo por que não é mais segunda. segunda e terça e aí. aí vem quarta e o mundo, roupa, fachada de casa, a pele das pessoa, tudo tem uma cor diferente mas eu nunca consigo esquecer que são 24 horas bem chatas e calculadas, só isso. quinta ta mais pra lá que pra cá. tudo ali no "preparar, apontar... " aí sexta é o "fogo"e tudo é lindo igual um sorriso bem doido na cara. pra sábado ainda continuar com esse sorriso doido aí. olha mundo tu é meu eu sou teu, acho que eles pensam. depois daí vem o primeiro dia de novo que é domingo.
e é mais ou menos tudo isso que acontece. só não sei ainda por que eles não começam a semana no quarto dia, dá pra arrumar pra ser assim. vai saber.

relatório 05


eu olho do outro lado da parede de vidro. dá pra olhar é transparente. daí eles tão fazendo uma filassim. tem um bem enrugado e barrigudo. camisa pra dentro. tem uma fêmea enrugada também, ela ta de batom e bolsa. cabelo curto e tingido (é queles não gostam de branco e o cabelo fica branco depois de um tempo, daí eles pintam, tem uma coisa que serve só pra isso). e tem mais gente. gente escutando música. no fone né por que barulho não pode ali dentro. gente assim. de todo tipo: tudo duas perna e dois braço.
daí um cara todo de boné e brasão e tudo disse "pópassá" e o primeiro da fila entrou numa coisa empurrando, daí ele empurrou e a coisa girou e daqui a pouco ele tava lá dentro.
tem que deixar os negócio que a gente carrega no bolso numa gaveta ali no lado senão a coisa não gira mesmo se empurrar bem forte. daí o cara do "pópassá" entrega pra pessoa de novo depois. daí a pessoa entra e senta nas cadeira lá e quando uns lá que ficam sentado atrás de uma mesa e uma máquina, uma tela assim, um monte de folha eles chamam, a pessoa senta na frente deles e ficam falando e falando, falando e falando. daí dão tchau voltesempre. saem pela coisa que gira, empurrando de novo e vão embora. aí não precisa deixar os negócio do bolso com o cara do "pópassá".