quinta-feira, 22 de novembro de 2012

relatório 30


eu fui obrigado a botar uma camisa preta com os botão fechado até em cima e uma calça preta também. amarraram uma gravata vermelha no meu pescoço por que as pessoa gostam que fique assim um pedaço de pano balançando pralá e pracá quando a gente anda. aí eu entrei junto numa fila de gente. homem tudo igual numa fila. mulher tudo igual na outra. só mudava a cor da roupa. a gente entrou depois das mulher, todo mundo andando bem devagarinho e as pessoa sentada nos lado cheio de gente tudo batendo uma mão na outra ao mesmo tempo. aí a gente sentou também nas cadeira que tinha pra gente sentar e foi umas pessoa na frente falar no microfone (aquele que faz gritar). falaram um monte de coisa; que vocês chegaram até aqui com muito suor; que vocês tem um futuro bem bonito pela frente; que vocês tem que continuar se esforçando cada vez mais; que vocês embora estejam saindo do nosso convívio escolar pra alçar voos mais altos, sempre vão estar na nossa lembrança e num lugarzinho especial aqui no peito; que uns aqui vão ser professores, outros vão ser vigilantes, outros carteiros, manicures, diplomatas, médicos, mas pra nós vocês sempre vão ser aquelas crianças e adolescentes ma ra vi lho sos que cresceram sob nossos olhares protetores; que qualquer coisa a escola vai estar de portas abertas pra vocês, qualquer coisa é só chamar sem hesitação. depois teve musiquinha, brigado pelatenção, fiquemprafesta. continuou a musiquinha e todo mundo teve que levantar e ir lá pegar um papel enrolado bonito, apertar a mão de um monte de gente e tirar foto com todo mundo. na minha hora veio uma luz na cara e eu tremi todo  e pensei que ia cair nas escada pra subir lá com eles. peguei o papel enrolado e tirei foto risonho com a velha entregadora de papel, ela perguntou: ta nervoso? eu respondi: mais ou menos. a foto foi bem na hora que eu tava falando "ou" e rindo pra luz da foto tudo na mesma hora. aí eu desci lá de cima com as pessoa fazendo barulho e fiquei esperando pelas próxima briga parecida que iam vim. depois elas vieram mesmo, e continuam vindo ainda. não dá nem tempo de parar de tremer.

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