quarta-feira, 17 de outubro de 2012

relatório 25


e disse Pagodemos:

Quem aqui não tem aquela pessoa que ama, que precisa de nós até pra própria subsistência material? Que, como todos nós, precisa acordar pela manhã, abrir as cortinas e pensar: Bom diia soool! (abrindo os braço igual o boneco de porcelana pregado na cruz de porcelana do posto de saúde), bom diia vidaaa! (gritando alto empolgado, e as pessoa da primeira fila abre um sorriso todas elas e balançacabeça como se falasse: é verdade). Todos nós, não é? (falando baixo e sério de novo) Se não é uma pessoa, se não é o filho, o marido gigolô (risinhos femininos), a mulher querendo fazer as compras da semana (risinhos femininos) ou a sogra; se não é uma pessoa é um cachorro, um gato, um periquito que seja. O importante é ter essa consciência: Nossos dependentes dependem de nós (pausa prolhar na cara de todomundo) bonito isso, não é? (olhando pralguém lá da frente) Nossos dependentes DEPENDEM de nós. Só com isso eu já poderia considerar minha missão de motivá-los perfeitamente cumprida e ir pra casa assistir o canal de leilão. Mas vocês não vão se livrar de mim tão fácil assim, não é? (risinhos de todomundo. Pagodemos de calça social e tênis de corrida descontrai geral. eu não entendi a graça ainda e a minha bexiga parece que balança pralá pracá)

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