sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Saudação ao burro Deixaivir


comequieto morrecalado.
não tem quem queira.
não.
fugi pra pisar no chão que o diabo pisou.
conforto é bom e eu gosto.
minha turma é verde com raiz e tudo.
eu como ela.
cafédamanhã de doze hora.
almoço de mais doze e a janta sou eu mesmo.
depois da morte do corpumano eu vou.
transespacial sem piscina na atmosfera purgatória, graças ao bom Deuso.
levar Yann Tiersen pra escutar na viagem.
foi e levou um arbusto mais gordo.
puxou pela corda e ele andou mais que eu.
olhos mais clarobrilhantes o arbusto.
fazêoquê.
tem mais gente que burro alimentando os bichinho da terra.
tem mais gente que burro.
silêncio nas rua é uma coisa linda de vê.
não sei quem é mais arbusto.
o arbusto, eu ou eles.
só queria era dar casacomidaroupalavada a quem amo.
só que tenho casco e antena.
e tem mais gente que burro alimentando a verminosa ceia.
quando a coisa esquenta.
quando a coisa esquenta, ó, olhemosos os arbustosos andanteses.
eles entransãs em prédiosos como auxiliareses de escritóriosos.
como adêvogadosos comilanteses daquelasas primeirasas fatiasas de bolosos.
minha língua não alcança meu peito.
eu não sei me coçar como um cachorro.
não consigo enterrar minha cara.
alazão de asas: eu também não olharia pra baixo.
teu radar cobre finos horizontes.
ó grande olhador pra que são esses vítreos olhos?
e as antena longavibrantes? comer melhor. ponto.
a filhota morreu de papá bolacha Maria com água e girino.
Deixaivir, nunca mais comereis deste pão.
ireis prum bom lar, seu burro: iió.
eus e vós, nós sabemos que sim.
será a mais perfeita paisagem pra Yann Tiersen. podecre.

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